A Monte
Nos sítios e locais onde não deves ir,
Há produtos banais prontos a consumir
Revistas e jornais que ninguém quer ler,
Discursos ideais que ninguém quer ouvir.
É o Reino do vazio que nada tem p'ra dar,
É o vento que assobia sem vontande de parar.
E tu olhas a merda contente e a sorrir,
Enquanto eu olho o espaço com ânsia de fugir...
Eu olho o espaço com ânsia de fugir.
Eu só tenho o céu como horizonte.
Estou fugido, ando a monte...
Os homens que não choram, anseiam por gritar,
E os homens que não gritam anseiam por berrar.
São estranhos os palhaços que riem sem mostrar.
Não saias do teu número não caias do altar.
Não olhes para o lado, não saias do lugar,
"Senhoras e Senhores: - O show vai começar!"
E enquanto o pano desce e o aplauso está a subir,
Eu olho para o espaço com ânsia de fugir.
Eu olho o espaço com ânsia de fugir...
Eu só tenho o céu como horizonte.
Estou fugido, ando a monte...
Há produtos banais prontos a consumir
Revistas e jornais que ninguém quer ler,
Discursos ideais que ninguém quer ouvir.
É o Reino do vazio que nada tem p'ra dar,
É o vento que assobia sem vontande de parar.
E tu olhas a merda contente e a sorrir,
Enquanto eu olho o espaço com ânsia de fugir...
Eu olho o espaço com ânsia de fugir.
Eu só tenho o céu como horizonte.
Estou fugido, ando a monte...
Os homens que não choram, anseiam por gritar,
E os homens que não gritam anseiam por berrar.
São estranhos os palhaços que riem sem mostrar.
Não saias do teu número não caias do altar.
Não olhes para o lado, não saias do lugar,
"Senhoras e Senhores: - O show vai começar!"
E enquanto o pano desce e o aplauso está a subir,
Eu olho para o espaço com ânsia de fugir.
Eu olho o espaço com ânsia de fugir...
Eu só tenho o céu como horizonte.
Estou fugido, ando a monte...
Febre Ébria - 1991


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